sábado, 14 de maio de 2011

VERDADE SOBRE O TEMPERAMENTO





Em 1835, foi votada pelo Parlamento Britânico uma lei que proibia o combate entre cães (normalmente "Bulldogs") e touros. Esta lei não conseguiu extinguir a paixão do povo inglês pela luta entre animais. Os mesmos cães que antes enfrentavam os touros, passaram a ser utilizados em rinhas de cães, que não eram exatamente uma novidade pois em outros países este hábito já existia há muito tempo.

Sendo tais combates proibidos pela lei Britânica, as "rinhas" eram realizadas às escondidas, na clandestinidade. As lutas entre os Bulldogs eram rápidas e sem mobilidade, já que os cães mordiam e não soltavam mais até a morte, fato que fez com que os mais "apaixonados" pela atividade procurassem a criação de uma raça que mantivesse a valentia, combatividade, tenacidade e insensibilidade à dor do "Bulldog "a outros predicados que se faziam mister para uma boa "briga". O cão utilizado para esta "miscigenação " foi o Terrier branco existente na ilha, muito popular, valente e ágil, caçador de predadores como lobos e raposas.

Assim surgiram os primeiros Bulldog and Terrier, que durante gerações combateram seus irmãos de raça.

Pouco a pouco o Bulldog and Terrier foi se tornando o companheiro do inglês de classe média, principalmente dos universitários de Cambridge e Oxford, subindo posteriormente para os salões mais nobres.

Por volta de 1850, um lorde de Birmingham, chamado James Hinks resolveu apurar um pouco mais a raça, que carecia de beleza e simetria. Durante anos efetuou cruzamentos utilizando outras raças e muita consangüinidade, até o ano de 1862, quando apresentou pela primeira vez em uma exposição, o cão resultante de seu trabalho. Foi considerado um cão muito superior em confronto, beleza e temperamento aos antigos Bulldog and Terrier.

Desde então, vem sendo criado em vários países como Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Holanda, Argentina dentre outros e, recentemente no Brasil.

Hoje o Bull Terrier é um cão cercado de lendas e histórias, contadas na sua maioria por maus proprietários, que se aproveitam de sua valentia, determinação e força para outros fins, como também se aproveitam de outras raças como: American "Pit Bull" Terrier, Mastim Napolitano, Tosa dentre outras.

Devido aos vários incidentes ocorridos ultimamente envolvendo cães da raça American Pit Bull Terrier, mais conhecido como PIT BULL, a imagem do BULL TERRIER vem sendo erroneamente utilizada pela mídia para identificação visual dos cães, provavelmente pela similaridade de nomes, mesmo sendo cães muito diferentes na aparência e temperamento.

O Bull Terrier atual é antes de tudo um grande amigo e companheiro, sempre cheio de vida e disposição, com abnegação total pelo seu amado senhor; gosta do ambiente familiar, tem paciência de "Jó" com as crianças e quando é ignorado, normalmente procura as pessoas da família com pequenos encontrões e lambidas como que implorando a sua atenção e carinho.

Por ser um cão rústico, não necessita de cuidados especiais, podendo ser criado em pequenos espaços e até em apartamentos, precisando apenas de passeios diários a fim de exercitar a sua poderosa musculatura.

Dentro de casa é um cão educado e inteligente, preservando o seu espaço. Por ter o pelo curto, a sua higiene é fácil e sempre faz suas necessidades no lugar escolhido por seu dono. Outra característica muito marcante do Bull Terrier é que ele praticamente não late, só o fazendo normalmente para avisar a presença de estranhos.

Com temperamento alegre , gosta muito de deitar em um confortável sofá e assistir a um bom programa na televisão juntamente com a família, de brincar e pular como um "canguru" e dar rodopios no ar para chamar a atenção, buscar bolinhas e outros brinquedos, apesar de não deixá-los inteiros por muito tempo.

NOSSOS CÃES

CANIL BULL PITANGUI Bulls Atila da Pedra Clara Maia Bull Pitangui
Outros

PADRÃO DA RAÇA




Padrão da Raça

ASPECTO GERAL: cão de constituição forte e sólida, musculoso e simétrico, com uma expressão viva, determinada e inteligente.


CARACTERÍSTICAS: o Bulterrier é o gladiador das raças caninas, plena impetuosidade e coragem. É único em suas características de cana nasal descendente (downface) e cabeça ovóide. Independente do tamanho, os machos devem ser notadamente másculos e as fêmeas bem femininas.


TEMPERAMENTO: equilibrado, talhado à disciplina, se bem que obstinado, é particularmente amável com as pessoas.


CABEÇA E CRÂNIO: cabeça longa, forte e profunda até o final do focinho, jamais grosseira. Visto de frente, tem o formato de um ovo de superfície uniforme e lisa, mas chato entre as orelhas. Visto de perfil a linha superior desde o topo do crânio até o focinho é arqueada. A trufa é preta com a ponta inclinada para baixo e as narinas bem desenvolvidas; o maxilar inferior é forte e profundo.


BOCA: dentes sadios, fortes, de bom tamanho e ortogonalmente inseridos. Apresentam uma mordedura em tesoura perfeita, completa com os incisivos alinhados, isto é, os incisivos superiores ultrapassam, pela frente, os inferiores, em contato justo e todos inseridos ortogonalmente aos maxilares. Lábios secos e ajustados.


OLHOS: de aspecto estreitos e triangulares, inserção oblíqua e profunda, pretos ou marrom tão escuro quase preto, com expressão penetrante. A distância, desde os olhos até a ponta do nariz, deve ser, nitidamente, maior que a dos olhos ao topo do crânio. Olhos azuis ou parcialmente azuis são indesejáveis.


ORELHAS: inseridas relativamente próximas, pequenas, finas e portadas firmemente eretas.


PESCOÇO: bem musculoso, longo, arqueado, reduzindo o diâmetro da cernelha para a cabeça, sem barbelas.


ANTERIORES: ombros fortes e musculosos, sem serem carregados. A ponta dos ombros fica próxima à ponta do esterno com as escápulas planas, largas, com pronunciada angulação com os úmeros. Membros anteriores retos com ossatura de seção redonda, muito fortes e robustos de modo que o cão possa ficar, solidamente, plantado conferindo um paralelismo perfeito. Cotovelos fortes, firmes e bem ajustados, trabalhando rente ao tórax. No cão adulto os cotovelos ficam na metade da distância da altura na cernelha. Metacarpos verticais.


TRONCO: bem roliço, costelas muito bem arqueadas, dorso curto e forte. A linha superior é de nível desde a cernelha, lombo levemente arqueado, largo e bem musculoso. Peito, visto de frente, é largo; visto de perfil, com grande profundidade da cernelha ao esterno. A linha inferior, do esterno ao ventre sobe em graciosa curva.


POSTERIORES: visto por trás, os posteriores apresentam paralelismo. As coxas devem ser musculosas e as pernas bem desenvolvidas. Os metacarpos são curtos e retos, os joelhos e jarretes são bem angulados.


PATAS: redondas e compactas, com dedos bem arqueados.
CAUDA: curta, de inserção baixa, portada horizontalmente. Mais grossa na raiz, afinando, gradualmente, até a ponta.


PELAGEM: pêlo curto, assentado, denso e áspero ao toque e bem brilhante. O subpêlo macio e pode estar presente no inverno. A pele é firmemente aderida ao corpo.


COR: nos brancos é branco puro. A pigmentação da pele ou marcações na cabeça não devem ser penalizadas. Nos coloridos, a cor deve predominar em área sobre o branco. O rajado é preferido. Rajado escuro, vermelho, castanho claro e tricolor são aceitáveis. Marcas pequenas no pêlo branco são indesejáveis, azul e fígado são altamente indesejáveis.


TAMANHO: não há limites para a altura e o peso, mas o cão deve dar a impressão de máxima substância para seu tamanho, em coerência com as suas qualidades e sexo.


Bulterrier Miniatura: neste caso a altura não pode exceder a 35,5 cm e não há limite para o peso desde que dê a impressão de substancioso e de proporções equilibradas.


MOVIMENTAÇÃO: através da cobertura de solo e do movimento característico ritmado, fácil e fluente, o cão transmite a sensação de ter todas as suas partes bem integradas. No trote os membros trabalham em planos paralelos. Quando a velocidade aumenta, as pegadas convergem para o eixo central. Os anteriores apresentam bom alcance de passadas e os posteriores fornecem bastante propulsão pela ação compassada das ancas e da garupa e pela flexão dos joelhos e jarretes.

FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

DESQUALIFICAÇÕES: gerais.

NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos, bem visíveis e normais, totalmente descidos na bolsa escrotal.


As informações deste artigo foram fornecidas pelo Bull Terrier´s Alley Kennel - propriedade de Hamilton J. Borges Jr. - Campinas - SP

Bull Terrier



Bull terrier (em inglês: English Bull Terrier) é uma raça cuja história está atrelada às rinhas de briga. Antigamente os buldogues eram utilizados em combates contra touros. Uma vez implementada a lei que proibia as lutas de animais, iniciaram-se, clandestinamente, as entre os próprios cães. Como os buldogues mordiam e sufocavam até o término do combate, os mais aficionados começaram a cruza-los com cães mais ágeis e valentes, os terriers brancos, caçadores de lobos e raposas. Sob o nome de bulldog terrier, surgiram os primeiros exemplares de uma nova raça. De companhia do inglês de classe média, ao salão dos nobres, este cão popularizou-se.[1]

Fisicamente apresenta uma estrutura forte e sólida, musculosa e simétrica, de expressão viva na face. Entre os principais problemas que apresenta devido ao cruzamento artificial, está a surdez. Chamado o gladiador das raças caninas, tem o temperamento classificado como equilibrado, disciplinado e amável com as pessoas.[1] Sua versão miniatura, entretanto, é qualificada como mais agressiva com outros cães, embora seja eficiente como animal de guarda, adaptando-se bem, inclusive, ao ambiente urbano.[2] Na escala de obediência de Stanley Coren, publicada no livro "A Inteligência dos Cães", o bull aparece na 66ª colocação das 79 raças pesquisadas.[3]

Na cultura humana, entre os bulls mais famosos da ficção e da sociedade, estão Shark, do desenho animado Eek, The Cat; Scud, de Toy Story; Patsy Ann, que previa a chegada de navios no porto antes de serem avistado, e que por isso ganhou o apelido de saudadora oficial de Juneau e, cinquenta anos após sua morte, uma estátua onde costumava ficar; e Willie, também chamado de William, o conquistador, de George S. Patton, general do exército dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.